Oficina Introdução à Eletrônica para Artistas

oficina prática: introdução à eletrônica para artistas
Esta é uma oficina prática de eletrônica preparada especificamente para artistas com nenhum conhecimento de eletrônica. Tem como objetivo transmitir ao participante conhecimentos práticos que irão possibilitar o uso de recursos de luz, ritmo, som, magnetismo e movimento em suas obras de arte. Através da construção de circuitos eletrônicos simples, o participante terá uma introdução abrangente aos fundamentos da eletrônica, e aprenderá a criar circuitos interligando baterias, fios e componentes de forma segura.

quem deve participar?

Artistas visuais, cenógrafos, figurinistas, artistas performáticos, arquitetos, designers. Qualquer artista que trabalhe com instalações visuais ou sonoras e que tenha interesse em utilizar os recursos da eletrônica em suas obras. O curso não tem pré-requisitos e pode ser realizado por jovens e adultos.

qual o objetivo da oficina?

Introduzir princípios e técnicas fundamentais da eletrônica para artistas de diferentes modalidades, através da construção, análise e programação de circuitos eletrônicos simples. Os artistas participantes poderão aplicar os conhecimentos adquiridos na oficina adaptando-os às suas próprias obras.

por que aprender eletrônica?

A eletrônica – a arte e ciência de controlar a eletricidade usando a própria eletricidade – é um dos conhecimentos mais importantes da humanidade e que teve influência incontestável na cultura do século 20, sem a qual não existiria o rádio, a TV, a telefonia, as viagens espaciais, a Internet. Até os anos 50 não tinha nome específico e era simplesmente chamada de “tecnologia do rádio”.Hoje está em todos os lugares e faz parte da natureza da nossa civilização. Aprender eletrônica permitirá que um artista tire proveito dos recursos e princípios da eletrônica e utilize-os como matéria prima de suas obras. A arte eletrônica possibilita a criação de obras dinâmicas e interativas, capazes de circular entre os mundos real e virtual.

duração

20 a 24 horas divididas em 3 a 8 encontros (de no máximo 8 e no mínimo 3 horas cada). Formatos de maior ou menor duração também são possíveis.

quantidade de participantes

No mínimo 8, no máximo 16. Para cursos intensivos o ideal é ter menos participantes, ou contar com a presença de um assistente.

assuntos abordados na oficina

  • Circuitos, fontes de energia, tensão e corrente Chaves mecânicas, elétricas, magnéticas Materiais condutores e isolantes
  • Resistência elétrica e resistores
  • Lei de Ohm
  • Circuitos em série e paralelo
  • Medição de tensão e corrente
  • Carga e descarga de capacitores
  • Potenciômetros e divisor de tensão
  • Circuitos que produzem luz, som e movimento
  • Sensores de luz, temperatura, magnetismo e deformação Semicondutores: diodos, LEDs, transistores e circuitos integrados Chaveamento eletrônico e fundamentos de lógica digital Aplicações utilizando o circuito integrado 555
  • Introdução ao microcontrolador Arduino
  • Técnicas para circuitos artísticos
  • Soldagem (opcional)

estrutura da oficina

Durante a oficina, os participantes realizarão diversos experimentos práticos (usando principalmente uma base de prototipagem), com a finalidade de experimentar na prática os princípios físicos da eletrônica. Os experimentos envolvem desde atividades simples: acender um LED, soar uma mini-cigarra ou ligar um motor; até a criação de circuitos mais complexos: sirenes, pisca-piscas, temporizadores, controles de luz, volume e velocidade, circuitos que reagem a luz, som, magnetismo, pressão e temperatura, microcontroladores programados via computador.

Os participantes não irão apenas montar circuitos, mas também aprender a fazer observações, cálculos e medições, para que entendam o que está sendo feito e tenham condições de posteriormente adaptar os circuitos montados a suas próprias obras, usando outros materiais e designs.

Ao longo do curso também serão apresentados exemplos do uso criativo da eletrônica em várias modalidades artísticas, tais como nas artes visuais, música, artes performáticas, arte cinética, instalações interativas, iluminação, moda e figurino e gastronomia.

componentes e ferramentas

O kit contém todo o material necessário para realizar os circuitos dos experimentos que serão construídos pelos participantes durante a oficina, e também experimentos extras que podem ser realizados fora do horário da oficina. Além dos componentes (resistores, capacitores, LEDs, transistores, sensores, etc.), inclui uma base para montagem de protótipos (breadboard), cabos e fios, imãs, materiais condutores diversos, placa de circuito impresso e uma placa Arduino Nano.

material de referência

A apostila possui 150 páginas ilustradas e contém uma descrição detalhada de todos os experimentos realizados durante a oficina (lista de materiais, componentes e ferramentas usados, instruções ilustradas de montagem, esquemas, explicações didáticas sobre os conceitos explorados). Inclui também tutorial ilustrado com técnicas de soldagem, dicas para circuitos em tecido, circuitos em papel e outros materiais, um guia de referência descrevendo os principais componentes usados (pinagem, especificações, exemplos de uso), guia de programação do Arduino, além de fontes bibliográficas, e links para recursos online.

laboratório

O laboratório onde a oficina é realizada consiste de mesas/bancadas com filtro de linha e material que é compartilhado pelos participantes: multímetros, ferros de soldar, material para soldagem, alicates, estiletes, pinças, colas, fitas adesivas, lentes de aumento, luvas, óculos de proteção, luvas descartáveis, fontes de alimentação (3V, 6V, 9V e 12V), fios, cabos e componentes extras.

Os participantes devem levar: lápis, papel, calculadora e computador (para o laboratório de Arduino).

lista de experimentos

  • FUNDAMENTOS DA ELETRÔNICA
    • 1 Medição de tensão de uma bateria
    • 2 Ligando LEDs, cigarras e motores com 1,5 e 3V
    • 3 Bateria de cobre/zinco com eletrólito de batata
    • 4 Um circuito usando chaves mecânicas e magnéticas
    • 5 Teste de condutividade e medição de resistência
    • 6 Introdução ao protoboard e divisor de tensão
    • 7 Acendendo LEDs com 9 e 12V
    • 8 Variando as cores de um LED RGB
    • 9 Carga e descarga de capacitores
    • 10 (extra) Gerador piezoelétrico
  • TRANSISTORES
    • 11 Transistores: circuito básico
    • 12 Luz de emergência com transistor
    • 13 Fototransistor que desliga a carga ao ser ativado
    • 14 Pisca-pisca alternado com LEDs e transistores
    • 15 Oscilador sonoro: “theremin” sensível a luz
    • 16 (extra) Oscilador sonoro com transistor PNP
  • CIRCUITOS INTEGRADOS
    • 17 Disparador acionado por pouca luz usando 555
    • 18 Temporizador usando 555 com sensor sonoro
    • 19 Pisca-pisca com LED usando 555
    • 20 (extra) Mini instrumento musical usando 555
    • 21 (extra) Dimmer usando PWM e o 555
    • 22 (extra) Sequenciador de LEDs com o 4017
    • 23 (extra) Contador de 0 até 9 com display de 7 segmentos
  • INTRODUÇÃO AO ARDUINO
    • 24 Piscando um LED
    • 25 Reagindo ao acionamento de chaves liga-desliga
    • 26 Entrada com resistores pull-up
    • 27 Piscando suavemente
    • 28 “Theremin” com LDR e potenciômetro
    • 29 Termômetro
    • 30 (extra) Acelerando e desacelerando o motor com luz
    • 31 (extra) – Definindo funções para controlar um LED RGB
    • 32 (extra) – Usando bibliotecas para produzir notas musicais
    • 33 (extra) – Usando LEDs RGB endereçáveis

próximas turmas

No momento não há turmas previstas.

Se você tem um espaço, centro cultural, escola poderá contratar a oficina e oferecê-la em vários formatos. Veja detalhes adiante.

infraestrutura necessária

A oficina poderá ser realizada em qualquer ambiente que tenha espaço e ventilação. Não precisa ser um laboratório de eletrônica. Pode ser uma sala de aula ou mesa com espaço suficiente para todos os participantes. Além disso deve conter um projetor multimídia, quadro branco e mesa/espaço para instrutor com acesso a tomada de força.

O espaço dos participantes deve ser organizado como uma bancada coletiva, que possibilite a realização de experimentos em grupo e acesso às ferramentas compartilhadas. Deve ser possível conectar um filtro de linha para que haja pelo menos uma tomada por aluno.

O acesso à rede elétrica é opcional, assim como o uso de ferramentas de soldagem; havendo restrições, a oficina inteira poderá ser realizada sem a rede elétrica, usando apenas baterias e pilhas.

variações desta oficina

Oficina estendida em 36 horas: abrange todos os experimentos da apostila (inclusive os extras); os participantes apresentam projeto no final do curso usando técnicas aprendidas; este formato é ideal para ser realizado em 6 semanas com dois encontros semanais de 3 horas, ou um encontro semanal de 6/7 horas.

Fundamentos da Eletrônica em 12 horas: apenas a parte da apostila referente à eletrônica básica: resistores, capacitores, LEDs, diodos, transistores e introdução ao circuito integrado 555.

Introdução ao Arduino em 8 horas: apenas a parte da apostila referente à criação de circuitos e programação com o Arduino.

Outras configurações, com diferentes abordagens, cargas-horárias e com foco em temas específicos também são possíveis.

outros serviços

Palestras, aulas particulares e consultoria especializada. Entre em contato para mais informações.

sobre o autor/instrutor

Helder da Rocha é artista de várias modalidades (artista visual, músico, ator, autor, tradutor).

Tem formação acadêmica em engenharia elétrica e mestrado em informática pela Universidade Federal da Paraíba, em Campina Grande. É autor de cursos e livros técnicos sobre tecnologia Web, programador, professor em empresas e universidades de todo o país, e palestrante em eventos de tecnologia desde 1996.

Desde criança dedica-se às artes visuais, principalmente pintura, construção de maquetes e esculturas usando materiais recicláveis como papel e aeromodelos, usando técnicas variadas e conhecimentos de eletrônica. Suas obras incluem projetos de papercraft, máscaras, objetos de cena e instalações luminosas para teatro e performances, além de réplicas científicas de pterossauros para exposições paleontológicas temporárias e permanentes.

Alguns de seus projetos na área de artes visuais incluem:

  • Ilustrações para a Divina Comédia de Dante Alighieri. Expostas de 21/03 a 14/09/2014 no Museu Gaiás, em Santiago de Compostela (exposição “Auga Doce”)
  • Piscis-Sapiens. Máscara de peixe abissal (papel, XPS, LEDs) usada em peças de teatro (Cia Bruta de Arte, 2009, 2015, 2017), performances de dança (Bando Cavallaria, Festival da Serrinha, 2012), performances urbanas (João Pessoa, São Paulo, San Francisco, Los Angeles, New York e Chicago, 2012 e 2013) e filmes (Beto Brant, 2012). Site: http://piscis-sapiens.tumblr.com.
  • Arte paleontológica. Réplicas cientificamente precisas de pterossauros. Permanentes: Museu de Dinossauros de Uberaba, MG (2013), Instituto Geológico de Lisboa, Portugal (2014), Museu de São José dos Campos (2016). Temporárias: Congresso Brasileiro de Dinossauros, Ituiutaba, MG (2012), International Symposium on Pterossaurs, Rio de Janeiro (2013), 24o. Congresso Brasileiro de Paleontologia (2015), Exposição: O Pterossauro Imaginário, Campina Grande, PB (2015), Instituto de Geociências da USP (2017). Site: http://imaginosaurus.wordpress.com.
  • Iluminação para teatro: “Óculos de olhos” e “luzes cegas” na peça Vestir o Corpo de Espinhos, do Núcleo Experimental dos Satyros (2006). “Homem-abajur” e “homem-lente” da peça Cine Belvedere, da Cia. Bruta de Arte (2009-2010). Iluminação usando LEDs para os “Guarda-Memórias”, na performance urbana “Cartografia do Esquecimento”, da Cia. Bruta de Arte (2015).
  • Papercraft de pterossauros. Guidraco (2012). Pterossauros brasileiros (2016): projeto de 11 pterossauros de papel para montar para a revista Recreio.
website: www.eletronicaparaartistas.com.br email: contato@eletronicaparaartistas.com.br telefones: (11) 992 910 567 (helder da rocha) e (11) 976 640 483 (ana carolina)